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O 23 Milhas é um projeto de transformação cultural do município de Ílhavo, que se foca no conteúdo cultural e que abandona a ideia de Centros Culturais

Em quatro espaços, Laboratório, Fábrica, Casa e Cais, é dinamizado um plano holístico para a cultura, valorizando o património imaterial ilhavense, integrando a comunidade nos processos de criação, levando mais artistas ao concelho e o concelho ao mundo.
Um projeto dinâmico nas várias áreas de criação artística, música, teatro, dança, arquitectura, design, ilustração e cinema, que aposta tanto na contemporaneidade, como nos típicos eventos e rituais ilhavenses. Promover a criação e o pensamento e cultivar a relação entre criador e espectador.
A cultura do dia-a-dia.
 

Luz que invade o mar, luz que identifica a terra, toda ela circunda e define o primeiro esboço da identidade do projeto.

Partindo das 23 milhas náuticas de alcance luminoso do Farol da Barra, monumento concelhio e nacional, “de luz subitamente tão acesa, de noite e ausência tão rapidamente volvida”, a luz começou a ditar as regras da construção gráfica da representação, não só figurativa, mas também no seu significado direto de uma identificação local/regional e que se interliga com o território global, uma vez que os limites luminosos de um farol se fundem com todos os congéneres. Dessa ideia de circunferência luminosa, com a natural e evidente identificação de quatro espaços (ideia igualmente interligada à codificação luminosa do Farol da Barra, também ela composta por quatro luzes fixas e 13 segundos de intervalo), o círculo separa‑se em quatro partes iguais, cada uma representativa de cada espaço. O projeto global, 23 Milhas, define‑se finalmente por um elemento representativo de um quadrante, instrumento nobre de navegação, também ele usado como orientador, tendo por base a Estrela Polar e o Sol, dois feixes luminosos.