
Desenhar o território
Depois de dois anos de contenção, o Ilustração à Vista regressa para "desenhar um território" através da criação de experiências marcadas pela fusão da ilustração com as artes performativas.
Este ano, o festival parte do mote da água como elemento que agrega e altera, com seis concertos especiais, dois deles inéditos, cinco performances, três exposições, três oficinas e uma feira do livro ilustrado.
Na quarta edição, o festival não fica pelas margens: entra na água, enfrenta a ondulação, flutua, mergulha no território. Da ideia de guardar um rio, percorrendo-o, olhando-o finalmente, até à forma como, desordeira, mas harmoniosamente, faz transbordar uma aguarela ou correr um disco, a água, em todos os seus estados, oferece tantas possibilidades como a ilustração, em todas as suas formas.
De 5 a 8 de maio, temos pé.
PROGRAMA — ILUSTRAÇÃO À VISTA






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Geringuéu explora os paradoxos da vida através da construção (musical e não só). No palco, o fácil encontra o difícil e a ordem dissolve-se num caos harmonioso.
Para brincarmos no Planteia, precisamos de cuidar dele. Para isso, vamos retocar as pinturas que já fizemos. Existem marcas que não queremos que desapareçam, não só porque orientam a visão e os jogos que já criámos e já fizemos, mas também porque queremos criar outros, brincar mais.
A Primeira Vez é uma peça sobre a juventude. Um rapaz e uma rapariga refugiam-se num parque, longe dos olhares alheios, para se descobrirem pela primeira vez.
O habitat natural de qualquer palhaço é no palco, de frente para o seu público. Mas o que acontece quando um palhaço fica sozinho?
Esta é uma travessia estática dentro de um balão aerostático, em que a viagem que realmente importa é a interior. O desafio é o de navegar para fora do mundo, pelo ar e pela imaginação.
Não é à toa que os nomes dos álbuns de Cláudia Pascoal são pontos de exclamação: «!» (2020) e «!!» (2023). A sua música e presença são sempre sintoma de espanto, novidade e afirmação perante o mundo.
A Teatro e Marionetas de Mandrágora reproduz as habituais histórias de Teatro Dom Roberto depois de anos de estrada a aprender e guardar as suas palavras, tiques e contornos.
Encantar-nos com aquilo que nos rodeia não é inocência, é um poder que devemos aproveitar e guardar com muita força.
Este espetáculo parte de três arquétipos: um rato, um pato e um lobo.
O urso que não era é a história de um urso que vivia numa floresta. Quando os gansos migram para sul e as folhas das árvores ficam amarelas, vermelhas ou castanhas e começam a cair, o Urso procura um lugar para dormir, dormir o seu sono de inverno, hibernar até à primavera.
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